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Casa Comum das Tertúlias

Blog da CCT. Espaço de intervenção e de reflexão. Aqui a Cultura e a Democracia são as prioridades. Participem.

sexta-feira, outubro 28, 2016

Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica em Morelia

O livro "Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica (Lecturas)" da autoria de Luís Norberto Lourenço e editado pela Casa Comum das Tertúlias, marca presença este mês de Outubro em dois eventos em Morelia, capital do estado mexicano de Michoacán.

O livro marcará presença na IX Feria Nacional del Libro y la Lectura (FENAL) Michoacán 2016, a qual decorre na capital michoacana, Morelia, Cidade Património da Humanidade, de 20 a 30 de Outubro de 2016, no Palácio Clavijero. O livro pode encontrar-se no espaço da "Librería La Novena". 


No dia 28 de Outubro entre as 15h e as 17h o livro será apresentado no âmbito da "Semana Académica, Deportiva y Cultural da UNLA",  a qual tem lugar de 24 a 28 de Outubro de 2016 na Universidad Latina da América, em Morelia, durante a qual decorrerá o Colóquio sobre "El potencial económico del idioma portugués" e terá como conferencistas: dois professores desta universidade: Maria Helena Caseiro da Silva (responsável pelo Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira, localizado na UNLA) e Luis Norberto Fidalgo da Silva Trindade Lourenço.
Durante o colóquio o coordenador da Casa Comum das Tertúlias e autor do livro, apresentará o mesmo.


Depois de Jalisco, Guanajuato, é a vez de Michoacán. 
O livro será apresentado num terceiro estado do México.

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quinta-feira, maio 26, 2016

"Manifiestos contra el miedo" na "II Feria Metropolitana del Libro" de Celaya

A Casa Comum das Tertúlias marcará presença, através de Luís Norberto Lourenço, na "II Feira Metropolitana do Livro de Celaya", no estado de Guanajuato, no México, a qual decorre de 21 a 29 de Maio de 2016. 

O cartaz da "2.ª Feria Metropolitana del Libro", Celaya (Guanajuato, México).
O programa do evento aqui.

A edição luso-mexicana, na versão em espanhol, do "Manifestos contra o medo...", o "Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica (Lecturas)", da autoria de Luís Norberto Lourenço, editado pela Editorial Edhalca (México) e pela Casa Comum das Tertúlias (CCT), será apresentado no dia 28 de Maio de 2016, num sábado, pelas 16h, com a presença do autor português e com apresentação de José Juan Ruiz Colunga, livreiro, proprietário da "Librería de Ocasión" (Celaya), Presidente da "Fundación para la Cultura del Centro" e organizador da Feira.

Capa do livro "Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica".

Em Celaya, no Natal de 2015... 
Fotografia de Luís Norberto Lourenço. 

Celaya é a terceira maior cidade de Guanajuato, com mais de 494 mil habitantes (2015).
Esta é a primeira apresentação do livro feita fora do estado de Jalisco.


Luís Norberto Fidalgo da Silva Trindade Lourenço, cidadão português, natural de Castelo Branco, de 42 anos, radicado no México desde Novembro de 2012, onde é docente, tradutor e se dedica a promover eventos relacionados com a Língua, a História e a Cultura Portuguesa.
"Diplomado en Museología y Museografía", Universidad de Guadalajara, México (2013).
Formação Avançada em Memória Cultural “A Memória do Holocausto na Cultura Europeia”, Universidade Católica Portuguesa (2012).
Pós-graduação em Educação e Organização de Bibliotecas Escolares, Instituto Politécnico da Guarda, Guarda (2011);
4.º semestre da Pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação, Universidade Fernando Pessoa, Porto (2003-2005);
Licenciado em História – Ramo Científico – Universidade Lusíada (Lisboa, 1995-1999);
Frequência da Licenciatura em Economia, até ao 2.º ano, Universidade Lusíada (Lisboa), 1993-1995.
Curso de Espanhol, Avançado, C2, Nível 6, de seis níveis, Instituto de Comunicación Internacional de México (ICI), Guadalajara (México), 2014. 
Depois de 9 anos e meio a exercer como professor contratado no 2.º Ciclo sempre em escolas públicas, no desemprego, sem colocação e sem esperança de melhorias, decide agarrar a oportunidade de ser Professor de Língua Portuguesa para estrangeiros no México.
Lecciona Língua Portuguesa como Língua Estrangeira no México desde de 4 de Fevereiro de 2013. 

Página do evento (FEIRA DO LIVRO) no Facebook:

Página da Feira do Livro no Facebook:


Página do evento (A APRESENTAÇÃO DO MEU LIVRO) no Facebook: 

Sobre o livro:

Sobre o evento:

A edição portuguesa do livro ainda pode ser adquirida em Portugal (Castelo Branco e Lisboa, há exemplares ainda na Ler Devagar) e Espanha (Cáceres por exemplo aqui e Salamanca).
Esta edição luso-mexicana pode ser comprada em Portugal e no México (Guadalajara, Zapopan, Celaya, Salamanca...) e em linha, aqui.

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quinta-feira, maio 07, 2015

"Manifiestos contra el miedo" na 47.ª Feria Municipal del Libro y de la Cultura de Guadalajara

No âmbito da 47.ª Feria Municipal del Libro y de la Cultura de Guadalajara, foi apresentado o livro Manifiestos contra el miedo: antología de una intervención cívica (Lecturas), de Luís Norberto Lourenço, edição prefaciada pelo Doutor Joaquim Brigas, com edição luso-mexicana da Casa Comum das Tertúlias e da Editorial Edhalca.

Miguel Ángel Acosta Muñoz (o apresentador) e Luís Norberto Lourenço (o autor).
Fotografia de Analicia Guitron.

Fotografia parcial do evento...
Fotografia Editorial Edhalca.

Um membro da assistência faz uma pergunta... 
Fotografia de Analicia Guitron.

Fotografia parcial do evento...
Fotografia de Beatriz Mayor.

O evento teve lugar no Salão Pedro Loza, nas arcadas do Palácio Municipal de Guadalajara (Jalisco, México), no dia 3 de Maio de 2015, pelas 18h e a apresentação esteve a cargo do Mestre Miguel Ángel Acosta Muñoz (Center for Relational Learning - Interleader), com Mestrado em "Planificación Comunitaria y Regional", Universidade do Novo México, EUA; Mestrado em "Planificación Urbana y Políticas Municipales", Universidade de Illinois em Chicago; Licenciatura em "Estudios Latinoamericanos", Universidade de Illinois em Chicago).

Este livro é a versão em castelhano do original português Manifestos contra o medo: Antologia de uma intervenção cívica, editado pela CCT e com prefácio do Dr. Luís Raposo (ver pdf integral da obra aqui).

O texto da apresentação do livro pelo Mestre Miguel Ángel Acosta Muñoz pode ser lido aqui.

Apoiaram a realização do evento o Hotel Morales e o Restaurant Las Sombrillas.

Este vídeo foi realizado pela Analicia Guitron.

Ver outro vídeo sobre o evento, aqui.

Aqui o programa completo da 47.ª Feria Municipal del Libro y de la Cultura de Guadalajara.


O cartaz da Feira...

Stand da Editorial Edhalca durante a Feira... 
Aí poderão adquirir o livro 
Manifiestos contra el miedo: antología de una intervención cívica (Lecturas).

Recorde-se que o livro poderá ser comprado presencialmente nas Librerías Gonvill 
(Zona Metropolitana de Guadalajara) e através da sua página web, aqui.

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terça-feira, abril 21, 2015

Luís Norberto Lourenço entrevistado na Radio Morir

O áudio da entrevista...

Luís Norberto Lourenço concedeu nesta noite de segunda-feira uma entrevista a Ramón López Morales no programa Vida Vagabunda da Radio Morir (Guadalajara, México), o qual foi para o ar entre as 20h e as 21h locais (México).
A entrevista fez-se a propósito da edição luso-mexicana (Casa Comum das Tertúlias / Editorial Edhalca) em espanhol do livro de que Luís Norberto Lourenço é autor "Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica (lecturas)" (2014). (comprar aqui).

Luís Norberto Lourenço com Ramón López Morales na Radio Morir no final da entrevista...

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domingo, março 08, 2015

CCT no Twitter...

A Casa Comum das Tertúlias está no Twitter, sigam-nos:
https://twitter.com/ccomtertulias

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quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Tertulia literaria con el escritor Luís Norberto Lourenço






A Editorial Edhalca, o Peregrino Cafe Bistro e a Casa Comum das Tertúlias convidam-vos à "Tertúlia Literária com o autor Luís Norberto Lourenço", o qual nos falará do seu livro "Manifiestos contra el miedo: antología de una intervención cívica" (2014), obra que nos fala da importância de uma participação cívica.
O evento decorre em Guadalajara (Jalisco, México), no próximo sábado, dia 7 de Fevereiro de 2015, pelas 19h 30m.

Escutar aqui uma recente entrevista do autor.

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sábado, novembro 08, 2014

Edição mexicana de "Manifestos contra o Medo" foi ontem apresentado no México...

Ontem à tarde, sexta-feira, foi apresentado o livro "Manifiestos contra el miedo: antología de una intervención cívica (lecturas)", de Luís Norberto Lourenço, com prefácio de Joaquim Manuel Fernandes Brigas, tradução do português de María Egipcíaca Pizarro Sabido. O livro uma co-edição da Casa Comum das Tertúlias (Portugal) e Editorial Edhalca (México). ISBN: 978-989-96187-8-7. 
O livro será distribuído em livrarias de Portugal, Espanha e México. Vai estar presente em bibliotecas deste e de outros países.
Durante a "V Feria del Libro Usado y Antiguo de Guadalajara", que decorre de 7 a 16 de Novembro de 2014, o livro está disponível para venda no "stand" da Librería Ítaca.


O livro foi apresentado na "V Feria del Libro Usado y Antiguo de Guadalajara", sendo o evento inaugural. 

Apresentado por Miguel Ángel Díaz Delgado. O evento decorreu no Andador Pedro Loza, ao lado do Palácio Municipal de Guadalajara (Jalisco, México).


Fotos do evento, autoria de Beatriz Mayor Serrano, Cynthia Antier Cárdenas, Imelda Chávez e Tânia Costa.

 Luís Norberto Lourenço (autor), Miguel Ángel Díaz Delgado (apresentador) e Edgar (moderador).



O autor com o apresentador, o moderador e Beatriz Mayor Serrano 
a qual assina dois textos inseridos no livro...  

Uma assistência interessada e motivada... um elemento do público no uso da palavra, 
colocando uma questão ao autor...

  Outra vista parcial da assistência...

 No momento dos autógrafos, aqui com a Imelda...

Ainda nos autógrafos...

Partilho um dos vídeos da apresentação... no uso da palavra o apresentador:
https://www.youtube.com/watch?v=CNnBT9ztoTo&feature=youtu.be


O texto do apresnetador na íntegra:

Manifiestos contra el Miedo: Revisitación de una antología cívica*
Presentación en la Feria del Libro Usado y Antiguo de Guadalajara, Noviembre 5 de 2014


El contexto de por sí complejo y contradictorio en el que vive la sociedad mexicana, parece hacernos encontrar ante una etapa apabullante, lastimosa y/o llena de cinismo y envalentonamiento mediado por virtualidad.

En ocasiones, esta confusa realidad en la que se encuentra nuestro país, se pueden distinguir apenas claroscuros donde el orgullo por ser lo que fuimos y la esperanza por ser lo que siempre quisimos, entume la autocrítica social y llena de colores rosa lo que más bien es profundamente negro en el presente, tan negro como las decenas de fosas en las que aún no se han encontrado a los Normalistas de Ayotzinapa Guerrero; circunstancia que viene a colación en una presentación literaria, primero porque tiene que ser así: que todo “evento” en donde el público se dé cita, tiene que repudiarse aquellos hechos que nos mueven y que nos consternan haciendo notar también la indiferencia, el cinismo y la pretensión de aquellos que no lo hacen.

Hoy todo acontecimiento público, llámese concierto, misa, reunión familiar o charla dentro del transporte público, debe estar invadido de vergüenza e indignación por lo acontecido en el Estado de Guerrero; donde, para hacer un brevísimo recuento de hechos: Un Estado desapareció a estudiantes (y a algunos los torturó y asesinó) entregándolos al crimen organizado en el afán de evitar que interrumpieran una fiesta privada vestida de informe de gobierno.

Un gobierno más preocupado por su imagen que en gobernar, ¿Merece continuar? ¿Un Gobierno que es  oposición a sí mismo merece gobernar? Un gobierno que quiere censurar a sus ciudadanos, ¿merece gobernar?
(Manifiesto contra el miedo)

Nótese que, cuando digo Estado, diferenciándolo de la palabra crimen organizado aún doy la concesión de que no son uno mismo o, de otra manera aún puedo estar pensando que el Estado, se diferencia del crimen organizado porque éste segundo sí está como tal: organizado.

Hablar de Ayotzinapa, que sólo es una seccionada epidermis del estado de las cosas en el Estado (con E mayúscula) mexicano es sólo habla, es cierto, así como  escribir un libro con pensamiento libertario y emancipador es sólo escribir. Sin embargo, el esparcimiento de las ideas a través del habla y de lo escrito, discutir sobre lo que se escribe y lo que se habla en un sentido de búsqueda es el inicio del progresismo, es parte de una búsqueda de la emancipación.

Por ello felicito y agradezco a quienes aquí se encuentran para la presentación del libro “Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica” obra compilatoria de textos tertulianos del literato Portugués Luís Norberto Lourenço.

En ésta presentación propongo el desarrollo de un texto breve, en donde se irán imbricando fragmentos de la lectura de la obra que ilustrarán lo que se vendrá diciendo. Su desarrollo responde a las preguntas:

1)    ¿Qué es ante nosotros “Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica”?
2)    ¿Quiénes somos nosotros ante la obra?
3)    ¿Quién es el autor ante su propia obra?
4)    ¿Qué hace éste libro en la quinta edición de la Feria del Libro Usado y Antiguo de Guadalajara?

Las respuestas no se darán a manera de cuestionario, sino en forma de propuesta, escaparemos del punto de la inflexión al de la posibilidad: la de mirar una obra que se presenta y sobre todo se representa ante nosotros, la de suponer las razones del pensamiento de su autor, la de mirarnos a nosotros mismos ante ella y la de suponer el por qué ésta obra está siendo ofrecida a los lectores en una feria del libro como esta y no como otras.

Pregunta uno y sus posibles respuestas: ¿Qué podría ser el libro “Manifiestos contra el miedo: Antología de una intervención cívica” ante nosotros?

Defiendo el combate contra el miedo.
Sólo se puede luchar, hablar, escribir, criticar, indignarse ante la tomadura de pelo, si es necesario subvertir y publicar clandestinamente. (Manifiesto contra el miedo)

Mi discurso lo inicié trayendo a colación la muerte de unos y la desaparición de otros estudiantes normalistas del Estado de Guerrero, y planteaba que ésta es apenas una disección de una no intencional o intencional, ¿quién sabe? guerra en donde el crimen organizado y el Estado se mezclan de manera confusa y sospechosa dejando secuelas profundas en la sociedad civil, que a poco parece salir de su letargo, de su miedo y de su estupidez auto inducida.

Pues manifiestos contra el miedo, de la misma manera, representa una obra que invita a la palabra y a la acción. Estamos ante un libro creativo que retrata en artículos la opinión de un autor involucrado en la búsqueda civilizadora de manera permanente. Un libro que compila, en forma de antología los bordes y las vías de la cotidianidad, desde una perspectiva analítica y de decidida conciencia social democrática.

Quieren un pueblo ignorante, inculto, acrítico, manipulable, apolítico (abstencionista)  y apartidario.
(Las élites y el final de la Educación Pública).

Luís, a través de éste libro nos comparte su transcurrir en la vida y paisajes de Castelo Branco, su lugar de origen, posicionándose firmemente en propuestas profundas sobre cómo concebir la libertad, la historia, la cultura, la política, la justicia y su contraparte, lo que educa, cuestiones que exhiben en su conjunto un posicionamiento informado y crítico, de los cuáles subyace la posición de que “el miedo limita el pensamiento y la acción”.

 Manifiestos contra el miedo es un libro que sin tapujos se posiciona como partidario del pensamiento político de izquierda,  progresista y democrático, de bases críticas que cuestionan al entorno posmoderno, el cual descaradamente invita a la desideologización, la inmediatez, los prejuicios y la cerrazón.

No estamos ante una obra de erudición que analice el pensamiento político contemporáneo, sino, ante una guía práctica de civilidad, que se aventura a plasmar la práctica de su autor a través de textos, que en su conjunto se revelan como puntos de partida y no como absolutismos. El autor retrata su práctica llena de constructos del diálogo y la mediación instrumental entre la razón y la práctica de la ciudadanía.

La  diversidad de temas que se exponen en Manifiestos contra el miedo es tal, que tocan a la  ciencia política en tanto a sus esfuerzos cívicos y democratizadores; a lo educativo, por la didáctica que pone en juego y los posicionamientos hacia otras generaciones; a lo sociológico en tanto a su análisis de situaciones sociales dadas.

Cada historia está compuesta de muchas historias que se entrecruzan
(Cronica cultural: teatro)

¿Quién es Luís Norberto Lourenço ante su obra?

Soy un ciudadano del mundo (no es que él ha tomado el mundo), un europeo (porque nací en Europa), portugués (sería otra cosa si no hubiera nacido en Portugal) y de Castelo Branco (¿Regionalización? Sí, ¿Región centro? No).

Luís Norberto, de quien algo han de saber, es un escritor radicado en el último año en la ciudad de Guadalajara, México, metrópoli de la cual y en la cual se enamoró, y en donde se ha enseñado a sí mismo a ser un admirador de su cultura, su gastronomía y sus obras de repavimentación continuas. Nacido en el año de 1973, en Castelo Branco, Portugal se licenció en Historia e hizo un Posgrado en Educación.

Luis Norberto, ha sido calificado por Alfredo Pérez Alencart, columnista de Salamanca como un “Escritor de verdades dolorosas” (Lourenço L. 2012, p: 15), su obra, lo retrata ampliamente como un activista social que a la vez con su palabra y su razón educa y se educa a sí mismo a través de la reflexión que sólo la escritura puede brindar.

Me considero, por un lado, un ciudadano politizado (que no debe confundirse con instrumentalizado) el ciudadano que sabe lo que pasa a su alrededor, y que es y observador oye opiniones distintas, divergentes, atento a las noticias, que tiene un espíritu crítico en relación con que oye, ve y lee. Y que marca su posición (Ciudadano politizado Ser o no ser).

A través del libro logré imaginar a Luís sentado frente a sí mismo tratando de hacer un examen de conciencia sobre los efectos de su acción, canalizando el mal sabor que muchas veces la búsqueda de una sociedad mejor deja en quienes en ella se incluyen.

Si el libro Manifiestos contra el miedo hablara en primera persona y no en tercera, estaríamos frente a una autobiografía, donde Luís se muestra como un apasionado militante, que abre a la opinión de quien lo lee sus filias y sus fobias, además de su acercamiento nostálgico a los héroes de su nación, sus lugares favoritos en Castelo Branco y deja en visto la posibilidad de que otros actores públicos se comprometan éticamente con la función pública.

Manifiestos también describe a Luis en su personalidad, quizás ustedes no lo conozcan aún, pero de acercarse a él notarán su apertura al diálogo, su paciencia, su respeto por las ideas y su escucha activa; de esa misma forma, el libro se orienta, como ya lo he dicho por la tesis social liberadora, pero tampoco pavimenta el camino a la respuesta única, sino por el contrario, expone los relieves y la sinuosidad del albedrío.

Como socialista de izquierda, comprendo y defiendo que los socialistas y comunistas, y por qué no, los ecologistas y los bloquistas, se entiendan haciendo hincapié en primer lugar el diálogo entre ellos (Adiós Luís Sá).

¿Quiénes pudiéramos ser nosotros los lectores ante la obra?

Los lectores tienen frente a sí el reto de leer entre líneas una tendencia definida y orientada por la reflexión, que desafía la inteligencia y propone un posicionamiento ilustrado, pero que en contra parte convida a debatir y hacerse de una opinión que puede o no, estar de acuerdo con quien escribe. Temas en torno al aborto, el suicidio, la xenofobia, el racismo y la revolución, pueden ser detonantes para ese ejercicio.

Norberto, a través de su obra nos desafía a no esperar certezas, escapar a la grandilocuencia y las fórmulas simples, las recetas y los consejos del “experto”, para aventurarse en la expedición de los desafíos a la razón y la conciencia.  Desmarcándose de posturas absolutistas como el Nazismo, facismo, neonazismo, antiabortismo o movimientos pro-vida, el extremismo católico, la ultraderecha, el periodismo tendencioso  y el terrorismo.

Si volvemos al contexto, en que nosotros los lectores estamos inmersos, podrìa citarse a José Antonio Cordón-García, profesor universitario español que presentó a este libro en Salamanca, “los miedos tienen un dimensión histórica, cultural” (Lourenço L., 2012, p. 14). Estar de acuerdo con este entendido implica que, lo que en México sucede no es obra de la casualidad: la apatía, la tolerancia ante la ilegalidad y la impunidad, la tranza y la corrupción, además de la falta de solidaridad hacia con los otros, nos colocan en una situación embarazosa y difícil de ser platicada y entendida; sin embargo, este mismo efecto histórico cultural si bien nos determina y nos condiciona, no nos ata de por vida, es aún posible romper con ello.

La circunstancia que vivimos en México, que es por lo menos trágica se exhibe también, si queremos como una etapa, la cual, como otras hemos podido superar con la acción de la ciudadanía es decidida, firme y sostenida.

La historia no se repite, pero hay que ser conscientes de ello para que no se asuman nuevas formas de opresión. No podemos olvidar el pasado para no repetir lo que ya se ha demostrado
(La noche de Cristal).

El camino de una ciudadanía por ir por lo que le pertenece no puede ser recorrido por otros, nadie puede hacer por nosotros lo que nos toca. La enseñanza de manifiestos contra el miedo contradice la teoría de la parálisis ingenua de que: alguien llegará a librarnos, alguien estará ahí para hacerlo por nosotros. Si el miedo paraliza, la esperanza mueve.

El tiempo para los ciudadanos comunes, cuando menos en nuestro país transcurre en volver a enojarnos por lo injusto, volver a extrañarnos por lo no deseado, pero también volver a sonreír esperanzados, o, como Julio Cortázar planteó: “Tenemos que obligar a la realidad a que responda a nuestros sueños, hay que seguir soñando hasta abolir la falsa frontera entre lo ilusorio y lo tangible, hasta realizarnos y descubrirnos que el paraíso estaba ahí, a la vuelta de todas las esquinas”.  

"Prepárate para las reacciones. Vas a sufrir muchas presiones". Miedo atrofia del pensamiento y la acción. No temo a los límites, si no matar la creatividad, la crítica. Hoy en día tenemos miedo de todo y de todos. Pocos son los que van a las grandes longitudes a escribir las palabras por temor a que exigirá una rendición de cuentas”
(Manifiesto contra el miedo).

En lo que a mí concierne, agradezco a la lectura del libro que, habiendo sido un estudiante de doctorado, quien se encontraba muchas veces alienado por corresponder a las tarimas de la academia tradicional, amante de las formas y de la elocuencia; me permitió  darme cuenta de que es necesario mirar a la noción de uno mismo y de sus ideales, a través de la defensa de la convicción personal.

Última cuestión: ¿Qué hace éste libro en la quinta edición de la Feria del Libro Usado y Antiguo de Guadalajara?

La intervención, la crítica constructiva, la no conformidad, son la sal de la democracia. Tal vez sólo tengo miedo porque soy inocente o ingenuo, o tal vez loco o suicida (Manifiesto contra el miedo).

La respuesta a esta pregunta, iniciaría con el planteamiento de otra pregunta: ¿Qué es desde el autor una Intervención cívica?

Luís Norberto busca de manera amplia responder a esta pregunta, una intervención cívica implica la participación consciente y decidida de una ciudadanía que persevera. Dicha participación puede expresarse desde los curules, desde los Ayuntamientos, desde los curules, desde las calles o bien, desde las tertulias en los cafés y sobre todo desde las líneas de la escritura, la publicación y la búsqueda de hacer públicos los espacios públicos. Esta feria del libro nuevo y usado, es una alternativa emanada de la participación de la ciudadanía participante de nuestra ciudad, una respuesta a la hegemónica posición de las grandes distribuidoras que hacen del libro un objeto de lujo, elitista y caro.

Antología de una intervención cívica es un libro que pudiera estar en ésta y en cualquier otra exposición de obras literarias del país y del mundo. Sin embargo hoy se presenta ante nosotros aquí, porque esta es una muestra de libros más abierta que otras, más plural, más democrática.
Hay cuestiones relacionadas con la cuestión de la promoción del libro, donde la autoridad local debe ser un socio, sino un líder.
(Funcionamiento de la Biblioteca Municipal de Castelo Branco y una política de promoción del libro)

Dar la posibilidad de la compra o el intercambio de un libro nuevo o usado, nos da también la opción de pensar en que podré leer lo que entre líneas el otro leyó antes, lo que pensó, seguir los párrafos resaltados de su marcatextos, leer el olor de su biblioteca.

¿Porque no ir a una biblioteca e la noche y participar en una tertulia, debatir los temas locales, regionales, nacionales o internacionales mientras se bebe un café en un bar de una biblioteca, mientras se escucha música, tocada o no en  vivo en vez de ir a un café o ir a bucear en el humo de cualquier bar o enajenarse en cualquier discoteca?
(La investigación y sus problemas)


Una recomendación estructural ¿Cómo recomendaría leer el libro?

Obviamente, cada quién puede leer el libro como le plazca, sin embargo por su naturaleza de collage de lecturas yo propondría que avancen un poco en las páginas y repasen primero el texto: Actualidad de A a Z: reflexiones; el cual se muestra a manera de glosario elaborado por el propio Luís,

GUERRA. ¿no puede moverse de la moda?
UTOPIA. Debido a que hay ideas que son siempre actuales.

Desde mi punto de vista, de aquí hay que avanzar hacia los textos fundamentales de la obra, lo que yo consideraría como lo básico:
-       No deje que los otros decidan por usted o el texto No hay votos inútiles (derecho y obligación al voto y una revisión de los candidatos en Castelo Branco)
-       Obviamente el texto central: Manifiesto contra el miedo.
-       Aborto: consideraciones genéricas o Aborto y divisiones de la mayoría (que expresa alternativas al tema: cuándo sí y en qué tiempo).
-        El texto ¡Basta! Y el texto cultura de la violencia (el papel de la policía como agente represor de la manifestación social).
-       El texto “hablemos de Igualdad (Textos sobre la equidad en la participación social, la lucha de géneros y de clases).
-       O por ejemplo, para el tema del neonazismo, que hace poco estaba de moda en los medios locales por los jóvenes panistas que se declararon como tal, recomendaría: Manifestación Nazi del 18 de Junio de 2005: opinión (revisión del creciente neonazismo que paradójicamente trasciende razas y se convierte en una posición supremacista basada en la posesión).
-       O el texto “Crónica cultural: teatro” o “Una Biblioteca ejemplar que nos introduce a la constitución cultural portuguesa.
-       O en caso de ser un promotor cultural independiente, propondría Cooperación tertuliana con Salamanca y Un oasis en el desierto (cooperación para el diálogo de manera autónoma).

Ahora sí, último punto:

a)    Este respeto, parece ser posible sólo a través de la alfabetización. (La historia) Fuente primordial para entender el presente y el futuro en sus múltiples problemas. (La historia como respuesta)
b)    Cuando se encuentra cualquier imperfección en los admirados porque a veces se tiende a admirar como dioses y no como seres humanos (Adeus, Luís Sá) Otros: Adiós, Luís Sá (político comunista), Melo Antunes (Democratizador y descolonizador) Arístides de Sousa Mendes (diplomática humanista), Dr. Cesar Vila Franca, Paulo Portas (miembro de partido político popular).     

Por: Miguel Ángel Díaz Delgado
Licenciado en Educación por la Escuela Normal de Jalisco, pasante de en la Facultad
de Estudios Políticos y de Gobierno de la Universidad de Guadalajara; Maestro en
Ciencias de la Educación con especialidad en Planeación Educativa en el Instituto
Superior de Investigación y Docencia para el Magisterio (ISIDM). En la Universidad
Autónoma de Madrid cursó el diplomado en Competencias Docentes para el Nuevo
milenio, especializándose en el área de directivos. Doctorado en Investigación
Educativa Aplicada del ISIDM. En la Secretaría de Educación Jalisco, fue Maestro
de Licenciatura en Educación. Profesor de la Maestría en Gestión Directiva de
Organizaciones Educativas de ITESO.

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