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Casa Comum das Tertúlias

Blog da CCT. Espaço de intervenção e de reflexão. Aqui a Cultura e a Democracia são as prioridades. Participem.

domingo, agosto 26, 2012

Manifestos contra o medo apresentado na Tertulia Rona Dalba em Salamanca


Tertúlia 

Apresentação do livro: "Manifestos contra o medo: Antologia de uma intervenção cívica"
de Luís Norberto Lourenço, prefácio de Luís Raposo
(Castelo Branco: Casa Comum das Tertúlias, 2011)

Moderador: Luis Gutiérrez Barrio

Apresentado por: 
José António Córdon Garcia (Profesor Titular de Universidad de Salamanca, Facultad de Traducción y Documentación)
Pedro Miguel Salvado (Historiador; Câmara Municipal do Fundão, Portugal)

no Hotel Rona Dalba, em Salamanca (Espanha), a 4 de Setembro de 2012, pelas 17h (hora local)

Sobre o livro:
"De valores se trata aqui, portanto. De ser, mais do que de ter, se fala nas páginas deste livro. A sua leitura constitui um grato refrigério em tempos de banalidade, de falta de compromisso cívico. Em tempos de abandono de consciência ou da sua compra em dinheiro ou espécie, neste caso sob a forma de acções caritativas, as quais, por mais urgentes e sinceras que sejam (o que nem sempre é o caso), estão longe de constituir a reposta radical de que Mundo dos Homens carece. 
De valores se trata ainda em tempo de indisciplina interior e de arrogância sobre os outros e sobre o passado. Neste particular e devido à sua formação em História, Luís Norberto dá-nos especiais ensinamentos. “Se há lição que a História nos ensina é a da não esquecer as lições do passado” – diz-nos a certo passo, e mais uma vez fica este arqueólogo/historiador que abaixo se assina reconfortado nas suas idênticas convicções. 
Mas existe ainda, para além de tudo o que fica dito, uma dimensão dos escritos de Luís Norberto Lourenço que constitui um bem inestimável, uma quase jóia rara: a sua assumida militância política inteligente, partidariamente engajada, mas intelectualmente descomprometida."
por Luís Raposo (do "Prefácio" do livro) 

"Na cidadania não se limita ao comentário, mas também o vemos engajado. Não se limita a participar, mas vai mais além, na acção de organizar, promover, incentivar, impulsionar. Combina o pensamento, a palavra e a escrita tanto nas questões nacionais como nas locais. Não se limita a ver o Mundo, mas também a reflecti-lo, para o transformar. Não se fica pela critica, mas procura também oferecer a proposta. É um cidadão que não se limita a ser actor social, mas também autor da vida que preenche com a razão."
por António Regedor (do texto "Excelência social" da apresentação da obra em Castelo Branco)

"Já o historiador Pedro Salvado destacou a "atitude cultural crítica" de LNL, o combate permanente deste ao medo e à opacidade através das "narrativas dos paradoxos das duras realidades", e a sua capacidade em apontar caminhos, ainda que por vezes em discórdia com militâncias. "Para o Luís há sempre outra possibilidade entre o labirinto e a noite. Castelo Branco é o seu amor e o seu ódio." E reforçou a importância de intervir publicamente e de viva voz, "quando a discordância é assumida como falta de etiqueta" e "pensar e criticar é uma solidão". Contudo, como "a crítica é a expressão viva da dúvida, um perigo", toda a ambição de mudança tem os seus custos. "O preço da liberdade será a eterna vigilância." 
por Pedro Salvado, citado por Jorge Costa (na apresentação do livro em Castelo Branco, ver aqui: http://casacomumdastertulias.blogspot.pt/2012/02/texto-sobre-apresentacao-de-um-livro-em.html)

"São textos de um homem livre comprometido com o seu tempo, gestos de quem vive Abril, escrita que plasma o pensamento do autor, os seus valores, com apelos, reptos à reflexão, incentivos à acção. É uma escrita lúcida, sem peias nem amarras, inteligente, inquiridora e dialogante. (...)
Por mim, direi que ele é uma voz que nos motiva e um exemplo de intervenção cívica que nos orgulha."
por Teresa Sá Couto (publicado em http://comlivros-teresa.blogspot.pt com sob o título "Voz cívica de Luís Norberto Lourenço")

"Juntar em livro um conjunto de artigos de opinião dispersos por jornais, revistas e fanzines, é aquilo a que qualquer autor aspira. Luís Norberto Lourenço (n.1973) junta em 211 páginas uma intervenção cívica desde 1995 até à actualidade, partindo da ideia-chave de um artigo em 2004: «O cidadão não queria saber da política mas a política queria saber dele»."
por José do Carmo Francisco (publicado na "Gazeta das Caldas", 17 de Agosto de 2012)

"Tomar partido, sem medo, intervindo de forma organizada, numa dimensão democrática: individual, grupal, social, até influenciar positivamente, os acontecimentos da nossa sociedade. Ao longo do livro vamos recordando temas que incendiaram as páginas de jornais, abordando-os agora à luz do pensar esclarecido, vigilante, crítico e livre de Luis Norberto Lourenço. (...)
98 artigos: uma intervenção crítica notável na qual o autor nos devolve, de forma inconformista e consequente, o retrato inquieto da sociedade que temos vindo a criar, uma sociedade que necessita de ser consertada."
por Carlos Casaquinha (do texto "A Escrita como Processo de Transformação do Real [a propósito do livro “ Manifestos Contra o Medo”] Biblioteca Municipal de Portalegre", 14 de Julho de 2012)

Organização: Tertulia Rona Dalba

Colaboração: Casa Comum das Tertúlias

Apoio: Hotel Rona Dalba

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