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Casa Comum das Tertúlias

Blog da CCT. Espaço de intervenção e de reflexão. Aqui a Cultura e a Democracia são as prioridades. Participem.

domingo, janeiro 29, 2006

Penso, logo hesito – só eu sei porque fico em casa

Não primo pela crítica a agentes e a criadores culturais, se hoje abro uma excepção, vão perceber porquê.

No sábado à noite, num café-concerto albicastrense, espaço quanto baste, casa cheia (apesar do frio e de concorrência na mesma, no entanto, melhor arte), subsídios a rodo, espectáculo mau, com amadorismo à solta, salvando-se a exposição fotográfica. Passados 6 anos: zero em evolução e em respeito pelo público, pontualidade incluída!

Noite fria (estou a repetir-me… é que estava mesmo frio), o clube dos “seis milhões” perdia, a paixão clubista não foi maior que o amor à arte (que não a sétima) e o respeito por quem trabalha, assim, minutos antes da contenda findar, rumei a outro espectáculo.

Chegados lá, o espectáculo cultural tinha-se submetido à ditadura da bola, com direito a 30 minutos de ressaca (qual petisco para o resto da semana, de tão intenso, quanto banal debate: “o meu é o melhor”, “fomos roubados” “nós é que fomos”, “o árbitro devia ser irradiado” e outras pérolas do género).

A abrir o apetite para a peça, serviu-se sétima arte: cinema mudo! Prometia! Não fora a “insistência” por parte dalguns espectadores em passar entre o projector e o pano onde se projectava o filme (talvez por ser mudo, não protestou), o próprio projeccionista incluído (isto tem um nome feio que o leitor imagina qual é)!

Se o grupo é amador… a caminho da profissionalização (seis anos depois), a entrada foi paga, até por isso, se dispensava o amadorismo. A ver vamos se assim continua, a casa cheia, depois desta experiência! Quanto a mim, “não vou por aí”.

À mesma hora, decorria teatro noutro espaço cultural, na cidade “fagueira” que não é a Capital nem a “Invicta”, onde se pode assistir a teatro todos os dias.

Falta de agenda (sem segundo, antes com duplo sentido)? Quanto ao calendário futebolístico, é conhecido em… Agosto! Não haveria outro dia para o café-concerto? Não se podia ter anunciado que a peça começava às 22h?

Quanto ao espectáculo propriamente dito, como não sou crítico teatral, apenas cidadão activo, atento e interessado pela cultura, prefiro não qualificar o inqualificável (piadas sem piada, originalidade nula, linguagem vulgar, quanto ao apelo à reflexão, só se for sobre os subsídios que recebem).

Haverá sempre quem goste.

A qualidade tem o seu lugar e a falta dela também (TVI, O Diabo, O Crime, Correio da Manhã, 24 Horas, Zé Cabra, Cebola Mole, Big Brother, Primeira Companhia, Herman José, Alberto João Jardim, Avelino Ferreira Torres, Le Pen, Vladimir Jirinovsky, George W. Bush, Hamas… a lista é infindável e não vá pôr-me a jeito para me cortarem o texto por falta de espaço, fico-me por aqui).

Subsídio, amadorismo e entrada paga! Algo está a mais? Diga-me o leitor qual é.

Luís Norberto Lourenço


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1 Comments:

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