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Casa Comum das Tertúlias

Blog da CCT. Espaço de intervenção e de reflexão. Aqui a Cultura e a Democracia são as prioridades. Participem.

segunda-feira, fevereiro 26, 2018

A Casa Comum das Tertúlias e a Calígrapho dão a conhecer em Portugal Peggy Bonilla

CONVITE

A Casa Comum das Tertúlias (CCT) e a Editora Calígrapho convidam-vos para a apresentação do livro "Llamados a misa" [Chamados à Missa] de Peggy Bonilla (México), o qual terá lugar no dia 2 de março, pelas 18h30, na Casa da América Latina em Lisboa. O livro será apresentado pela escritora Isabel Hagos (Portugal).



2 de março
18h30
Casa da América Latina (Lisboa)

A obra a ser apresentada está em espanhol e francês, mas serão lidos poemas (um publicado no livro) em português de Peggy Bonilla, todos traduzidos por Luís Norberto Lourenço.

Um dos poemas: 

Vem a mim

Traz o teu cheiro a jacarandás 
onde a garupa se volte 
para balançar-se sem sentido 
Vem, espero-te, esperarei… 
Já tinha esquecido 
tudo aquilo subtil 
conquistador, sensual 
mórbido, etéreo. 
Hoje que te vi 
és agasalho inusual 
a fome que de ti tenho 
a perpetuas no tempo 
com um tímido beijo. 

*Poema de Peggy Bonilla (México, 1950 - ) traduzido do original espanhol para o português por Luís Norberto Lourenço, o original foi publicado no livro “Desde La Pasión” (2009).

Luís Norberto Lourenço entrevistado por Peggy Bonill em "Las Nueve Musas"

A narrativa de "Llamados a misa" pode considerar-se parte da história oral do México, e aborda o tema da Guerra Cristera, que se consubstanciou no conflito armado entre Igreja e Estado entre os anos 1926 e 1929. Relata a história dos que não tendo combatido, sofreram os combates. A opinião oficial tem uma versão sobre os factos, e agora Peggy Bonilla, originária da região (Estado de Zacatecas) onde ocorreram os confrontos e que saiu imensamente afectada pela guerra, aborda o tema desde um angulo diferente. Nem com Deus nem com o diabo, explica.

Para isto documentou-se, acedeu às informações do seu pai e realizou interessantes entrevistas expostas neste livro, que vai na sua 3ª edição.

Peggy Bonilla Castañeda (Valparaíso, Zacatecas, México, 1950 - ), é uma jornalista e escritora mexicana. Estudou jornalismo na Escuela de Escritores SOGEM Guadalajara e, na Universidad Autónoma de Baja California (UABC) frequentou Oficinas de Criação Literária. Autora de poesia, ensaios e narrativa, publicou várias obras como "Coloquio de Melancolías", "El cielo no es azul", "Los Secretos de la Doñita", "La Coronela Valentina", "De la lujuria al olvido", "Llamados a misa", "Leyendas y costumbres de México", e várias plaquetts como "Los hombres del túnel", "Escritores de Ensenada", "Charlie Chaplin", "Mujeres de la Revolución Mexicana" e "La Décima musa".

Peggy Bonilla ganhou vários prémios ao longo da sua carreira. Foi premiada de "Mujer Destacada" em Santiago del Estero (Argentina), venceu também um prémio pelo "Día de la Mujer" em Ensenada, Baixa California (México), um prémio por parte do IMSS [o SNS mexicano] em Guadalajara (México), e foi ainda premiada em Valparaíso, Zacatecas (México).

Publicou na imprensa escrita e trabalhou em televisão e rádio durante dois anos. Está incluída em 30 Antologias, mexicanas e internacionais, e atualmente produz "Las nueve musas", programa de rádio na internet emitida desde ICAVS, Arvisa Medios (Guadalajara, México).

Este evento cultural representa o regresso da Casa Comum das Tertúlias aos eventos em Portugal, depois de 5 anos em exclusivo com eventos no México: Guadalajara, Zapopan, Celaya, Morelia... Fundada em Castelo Branco no dia 5 de Outubro de 2001, para assinalar o aniversário republicano, com iniciativas em Portugal, na Espanha e no México.


É a primeira iniciativa conjunta organizada com a editora Calígrapho, de Margarida Santos.


A apresentadora do livro, Isabel Hagos, é autora de vários livros de poesia, a nosso convite apresentou dois livros em Castelo Branco em 2006. 

À Casa da América Latina (CAL) em Lisboa, agradecemos que acolha um evento nosso pela primeira vez.

Sobre o evento:
http://fanzinetertuliando.blogspot.mx/2018/02/lisboa-acolhe-apresentacao-de-llamados.html
https://beiranews.pt/2018/02/peggy-bonilla-mexico-com-a-casa-comum-das-tertulias-na-casa-da-america-latina-em-lisboa/
http://casamericalatina.pt/2018/02/22/apresentacao-do-livro-de-peggy-bonilla-na-cal/


Contamos convosco,


Sobre nós:
http://casacomumdastertulias.blogspot.pt
https://twitter.com/luisnlourenco
https://twitter.com/ccomtertulias
https://www.facebook.com/luisnorbertolourenco

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terça-feira, setembro 21, 2010

Gonçalo Salvado apresenta livro de poesia "Entre a Vinha", na Bairrada


Lançamento do livro de poesia "Entre a Vinha"
de Gonçalo Salvado 
(Portugália Editora, Lisboa)
 
no Museu Vinho Bairrada (Anadia)

a 25 de Setembro de 2010 (sábado)

16h 30m


O livro de poesia Entre a Vinha de Gonçalo Salvado (Portugália Editora, Lisboa) com prefácio de Fernando Paulouro e desenhos de Rico Sequeira, será lançado no Museu Vinho Bairrada (Anadia), no próximo sábado, dia 25 de Setembro pelas 16h 30m. Fará a apresentação Fernando Paulouro. A obra, (o sexto livro do autor), insere-se numa tradição lírica que tem como modelo o Cântico dos Cânticos e o Rubaiyat de Omar Khayyam, textos sempre presentes na poesia de Gonçalo Salvado. 

Acerca de Entre a Vinha escreveu Fernando Paulouro:
“Estamos perante uma obra trabalhada ao gume do pensamento, em que a música das palavras, o ritmo breve ou mais alongado dos versos converge num esplendor que eu, mais do que duplo, diria múltiplo, pela forma encantatória como o poeta realiza a evocação do corpo e se transcende na criação de um “destino solar” único e definitivo. Um canto de amor que se desenvolve em poemas de sentido epigramático, numa epifania poética da mulher que é, na realidade, um “Cântico dos Cânticos”.

Gonçalo Salvado
(foto cedida pelo autor)
Prefácio a Entre a Vinha, Portugália Editora, Lisboa, 2010

GONÇALO SALVADO: UMA ARTE DE AMAR*

Eu devo afirmar, como quem faz uma declaração de interesses, como agora se diz, que desde os primeiros versos de Gonçalo Salvado, descobri nele uma originalidade e um talento que o tempo veio confirmar amplamente. Desde os tempos juvenis, quando as primícias literárias parecem aventura ontológica, que adivinhei nele uma dessas vocações que pertencem ao reduzido número daqueles que, diz-se, são tocados pelo dom dos deuses, o milagre que torna a verdadeira poesia possível. A verdade é que, anos mais tarde, falando do jovem Gonçalo a Eugénio de Andrade, ele, sem surpresa minha, partilhou idêntico entusiasmo sobre a transparência de um talento que os versos afirmavam já.
Gonçalo Salvado foi fazendo o seu “ofício de paciência”. ao arrepio de lirismos pré-fabricados, edificando verso a verso a casa da sua poesia, feita de livros onde a limpidez do verbo, a riqueza metafórica, o rigor da palavra são a medida de uma expressão poética original, quer dizer: com identidade própria.
Essa recusa da facilidade, essa obstinação da síntese verbal, essa procura de um chão feito de simplicidade (o trabalho que isso dá!) faz dele um autor de obra pontuada de intervalos, mais ou menos longos.
Eu próprio, nos efémeros encontros em que às vezes, nos cruzámos, o questionava sempre novos livros – e ele respondia sempre com aquele sorriso sereno que era sempre a promessa de qualquer dia, qualquer dia…Muitas vezes pensei nele, imerso numa “solidão cantante”, como diria Herberto, à procura dos seus versos exaltantes em louvor do corpo e de um mundo de alegria e pureza, de harmonia e luz, realidade sublime e fantástica, fonte de desejo, sonho que nos toca como a brisa do mar, e mais do que tudo: capaz de encantar a noite.
Só a dignidade do poeta tem o poder de elevar à criação esse tempo primordial, um espaço habitável pelos nós do afecto, a tal “solidão cantante” de que há bocado falava, o rio subterrâneo que corre do silêncio para a palavra, na construção da sua “Arte de Amar”. É isso que a poesia de Gonçalo Salvado nos oferece – na surpresa dos instantes, na consubstanciação sensorial da mensagem, na explosão imagética que, ás vezes, nasce de dois ou três versos que agitam o coração como a brisa do mar.
No centro dos seus versos está o amor. E é na contingência de uma arte alimentada pela mais exigente tradição da poesia portuguesa, a tradição do lirismo amoroso, na observação certeira de Pedro Mexia, que Gonçalo Salvado alimenta a sua obra.
Poderemos encontrar uma explicação subtil para esse caminho se nos lembrarmos de um universo poético que Gonçalo Salvado tem consigo mesmo, de raiz camoniana, bem expresso no belo livro Camões amor somente (de 2000, numa edição que podemos considerar ibérica) onde ele escolhe os mais altos momentos da lírica camoniana e afirma um projecto de escrita, cuja maturação preenche os seus dias: “Construir – diz Gonçalo Salvado – um Cântico dos Cânticos e uma Arte de Amar portugueses servindo-nos de fragmentos da lírica, da épica e da dramaturgia camonianas”. A biografia dos seus versos, para utilizar um conceito de Octávio Paz, é feita desse lume milenar, a exaltação do amor e de uma humanidade intemporalmente intacta, que se gravou no tempo como a grande aventura da escrita poética universal.
É essa dimensão que encontramos no surpreendente Quando (1996), em Embriaguez (2001), Iridescências (2002), Duplo Esplendor (2008) e agora, em 2010, em Entre a Vinha.
Estamos perante uma obra trabalhada ao gume do pensamento, em que a música das palavras, o ritmo breve ou mais alongado dos versos converge num esplendor que eu, mais do que duplo, diria múltiplo, pela forma encantatória como o poeta realiza a evocação do corpo e se transcende na criação de um “destino solar” único e definitivo. Um canto de amor que se desenvolve em poemas de sentido epigramático, numa epifania poética da mulher que é, na realidade, um “Cântico dos Cânticos”.
Poeta dos instantes, ele parte da parte para o todo, como se nesta efabulação de momentos estivesses “os pequenos pormenores de deus”, de que fala Steiner.
A poesia de Gonçalo Salvado convoca ao prazer da leitura e ao sonho e, pela natureza universal do seu canto, desafia também à sua apropriação pelo leitor. Que melhor virtude se pode cruzar com o trabalho do poeta do que esse espelho de palavras em que nos vemos e revemos?

*Fernando Paulouro
Nota editorial:
Com base na informação enviada para a imprensa.

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quinta-feira, setembro 16, 2010

Corpo todo, de Gonçalo Salvado



Gonçalo  Salvado

 Lançamento do livro de poesia Corpo Todo de Gonçalo Salvado 
(Editora Labirinto)
 No Museu Guerra Junqueiro (Porto)
18 de Setembro (sábado – 21.30 h )


No contexto das comemorações dos 160 anos do nascimento de Guerra Junqueiro, vai ser lançado no Museu Guerra Junqueiro (Porto) dia 18 de Setembro (sábado – 21.30h) o livro de poesia Corpo Todo de Gonçalo Salvado (Editora Labirinto, Fafe) com prefácio do filósofo Alexandre Franco de Sá e fotografias de José Miguel Jacinto. 
 Nascido em 1967, em Lisboa, Gonçalo Salvado tem vindo a afirmar-se como um poeta exclusivo do amor. Publicou cinco livros de poesia: Quando, A Mar Arte, Coimbra, 1996; Embriaguez, Sirgo, Castelo Branco, 2001; Iridescências, Sirgo, Castelo Branco, 2002, Duplo Esplendor, Afrontamento, Porto, 2008 e, muito recentemente, Entre a Vinha, Portugália Editora, Lisboa, 2010 (obra que será lançada no Museu Vinho Bairrada, em Anadia, dia 25 de Setembro (sábado – 16.30 h) e cuja apresentação estará a cargo de Fernando Paulouro, autor do prefácio).
 Acerca de Corpo Todo escreveu Alexandre Franco de Sá:
“Ao invés de expressar o encontro amoroso na abstracção sublimada da sua vivência, ao invés de introduzir uma distância entre o amor e a palavra que o celebra, Corpo Todo oferece-se antes como o próprio arrebatamento do amor tornado palavra”.  

Prefácio a Corpo Todo de Gonçalo Salvado*

No altar profano
de teu corpo
oro a todos os deuses

 Conta Diógenes Laércio, na sua conhecida Vida dos Filósofos Ilustres, que Heraclito de Éfeso, a quem se deve o primeiro uso do nome filosofia, ao terminar a composição do seu livro, foi depositá-lo piedosamente no templo de Ártemis, aos pés da deusa. Assim é, também, com o presente livro de Gonçalo Salvado, Corpo Todo. Também este é uma obra deposta aos pés de uma deusa. Todo ele é a evocação de uma mulher divinizada, exaltada em cada imagem luminosa, em cada palavra depurada até à expressão do essencial, em cada verso desadornado do que quer que seja de supérfluo.
 Corpo Todo é, por isso, um livro de desassossego. Trata-se de um livro cujos poemas são o dizer sempre diferente de um mesmo. Cada poema encerra aqui a mesma celebração do amor, em todas as suas dimensões, desde a erótica à mística. Cada um destes poemas é o testemunho de um encontro arrebatador; é a presença de um ímpeto que, no encontro com a mulher amada, eleva o homem, numa simultaneidade paradoxal, para o mais íntimo de si e para uma inebriante transcendência sempre espantosa, enigmática e insuspeita.
Corpo Todo é, então, um profundo testemunho vivido, não um retrato meramente sentimental. Os versos deste livro não falam propriamente do amor. Ao invés de expressar o encontro amoroso na abstracção sublimada da sua vivência, ao invés de introduzir uma distância entre o amor e a palavra que o celebra, Corpo Todo oferece-se antes como o próprio arrebatamento do amor tornado palavra. Dir-se-ia que o arrebatamento amoroso é o seu centro, a sua fonte convertida em verbo. E é por isso que ele é um livro constituído por fugazes imagens lapidares, por instantes em que o amante se dirige directamente à mulher que o arrebata. É por isso que as palavras são aqui não comunicação, não expressão de uma mediação entre o que é distante, mas simples testemunho da mútua pertença do que se funde numa unidade.
A mulher aqui divinizada, celebrada como a imagem encarnada da transcendência, é para o poeta de Corpo Todo também a condição do seu encontro consigo mesmo. Daí que o corpo despido desta mulher seja, como se lê num dos poemas, o próprio vestido da sua alma. A nudez do corpo feminino que se entrega é, no seu despojamento, o ímpeto ígneo para que a alma do poeta se eleve, se revista de si própria, encontrando-se consigo mesma e tornando-se verdadeiramente quem é. E todos estes poemas são, por seu lado, o cristalino despojamento de uma alma que ama, de uma alma cujas palavras falam também por silêncios, apresentando-se inteiramente despidas de tudo o que não seja imprescindível.
É neste jogo fecundo entre encobrimento e despojamento de corpos que mutuamente se entregam que todo este livro se desenvolve. Depositado aos pés do corpo despido de uma mulher tornada deusa, dir-se-ia que os poemas de Gonçalo Salvado se oferecem também, como o mencionado livro de Heraclito, a uma mulher elevada à condição da deusa Ártemis. Uma tal deusa, casta e selvagem, perigosa na sua virgindade, é aquela que se subtrai sempre à plena realização de um desejo que se extingue na sua consumação. Assim é também a mulher evocada em Corpo Todo.
No corpo desta mulher que se entrega está sempre não uma chegada, mas um renovado ponto de partida, aventurando-se numa ousada navegação em que os dois amantes, juntos, são os mastros de um navio que ruma ao incerto. Os poemas de Corpo Todo são, então, o lugar da coincidência entre o desejo imenso, o arrebatamento inextinguível para o que é sempre inalcançável, e a cumplicidade íntima da ternura de uma viagem feita a dois. No belíssimo livro de Gonçalo Salvado lê-se, em última análise, a festa desta coincidência. E é este, penso, o segredo cativante destes versos, lembrando que a frescura primaveril da aurora se esconde, renovada, em cada Inverno que a parece extinguir, ou em cada Verão em que ela mesma se consome.

*Alexandre Franco de Sá


Livros de poesia de Gonçalo Salvado: 


Quando – A Mar Arte, Coimbra, 1996
Embriaguez – Sirgo, Castelo Branco, 2001
Iridescências – Sirgo, Castelo Branco, 2002
Duplo Esplendor - Afrontamento, Porto, 2008

Corpo Todo – Labirinto, Fafe, 2010 

Brevemente:
Entre a Vinha – Portugália Editora, Lisboa, 2010

Nota editorial:

Com base na nota enviada para a imprensa.

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terça-feira, dezembro 29, 2009

O som atinge o cimo das montanhas com João Camilo


João Camilo [dos Santos] (Salgueiro do Campo, Castelo Branco, 1943- ), poeta, ficcionista e professor.
É desde 1989 professor catedrático de Literatura Portuguesa e Brasileira na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, e Director do Centro de Estudos Portugueses da mesma universidade. Licenciado Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa (1968). Doutor pela Université de Haute Bretagne em Rennes, França (1983). De 1969 a 1973, foi Leitor de Português na Univerisidade de Oslo, de 1973 a 1989 viveu e leccionou em universidades em França: Rennes, Aix-en-Provence e Grenoble. Tem-se dedicado em particular ao estudo da literatura portuguesa dos séculos XIX e XX. Publicou em livro, entre outros, Os Malefícios da Literatura, do Amor e da Civilização (ensaio, Fim de Século, Lisboa, 1992), Nunca Mais se Apagam as Imagens (1996), Retrato Breve de J.B. (narrativa, Porto, Editora Paisagem, 1975; 2.ª ed., Lisboa, Edições Fenda, 2005), O Grande Frémito da Paixão (ficção, Lisboa, Edições Fenda, 2002), A Mala dos Marx Brothers (poesia, Lisboa, Editorial Caminho,1989), O Elogio do Silêncio (poesia, Évora, Casa do Sul Editora, 2005), Uma sonata de Brahms e Outros Diálogos (teatro, Covilhã, Capital do Teatro, 1998).
Foi um dos participantes na "Sirgo: caderno de letras e artes" (Castelo Branco, 1992-1994).
Fundador e editor do "Santa Barbara Portuguese Studies" (1994).

Mais, aqui.

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terça-feira, junho 16, 2009

Otra vez en Lisitania: sobre crónica de Alfredo Pérez Alencart



Na sua habitual crónica, intitulada "Sembradio", num dos diários de Salamnca, "El Adelanto de Salamanca", o Prof. Dr. Alfredo Pérez Alencart (Universidade de Salamanca)  dedica a mesma, com o título "Otra vez en Lusitania", sobre apresentação do livro de poesia "Odes" de António Salvado, em Castelo Branco. Inclui referência à nova inicitaiva editorial da Casa Comum das Tertúlias, a Colecção "Papéis da Sexta".

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Odes de António Salvado na Notícias de Sábado



A revista semanal distribuída conjuntamente com os jornais "Diário de Notícias" e "Jornal de Notícias", a "Notícias de Sábado", no seu número 178, datado de 6 de Junho de 2009, publicou referência ao livro recentemente editado pelo poeta António Salvado, "Odes" (Caixotim, 2009), assinada por Maria Augusta Silva.

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segunda-feira, setembro 08, 2008

ESTE MUNDO E O NOSSO*

ESTE MUNDO E O NOSSO


A certa altura, o buliçoso rapaz
esquadrinha o bolso dos calções,
e, entre o pechisbeque e dois piões,
descobre que o pretérito perfeito,
é o tempo que menos falta faz.

O que importa agora é o sujeito,
e ao que teve pode acrescentar
perto ou longe, os advérbios de lugar,
os caminhos por andar, a fantasia,
e tudo o que de mais tiver proveito.

É o princípio dos verbos a conjugar
muito além da física quântica
e, sem preocupações de semântica,
opor à regra a lei da utopia:
- Ninguém morre sem eu mandar!

*João de Sousa Teixeira (1952- )


Nota Editorial:
O poeta albicastrense João de Sousa Teixeira, deu-nos o prazer de aceitar o nosso convite para publicar os seus poemas nos blogues da CCT. Aqui deixamos o primeiro, para deleite dos nossos visitantes e leitores.

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domingo, maio 04, 2008

Tertúlia poética "Papeles del Martes"

Notícias de outras publicações tertulianas...



Revista "Papeles del Martes", N.º 40, Primavera / 2008,
Salamanca.
Coordenação: Luis Frayle Delgado



A revista "Papeles del Martes" publica o seu n.º 40.
Leva 25 anos de existência. 
O n.º 0 saiu em Abril-Maio de 1983. 
É o resultado da tertúlia poética que se reunia nas terças-feiras em Salamanca à sombra do Clausto de "San Esteban" e que agora acontece no Colégio "Sotomayor".

Neste número colaboram: na ilustração, Paloma Monrós, os textos são de: Ana María Sánchez, Abdul Hadi Sadoun, António Salvado, Alfredo Pérez Alencart, Julián Martín Martín, Grégoire Bergasa, Josefina Verde, Cecilia Botana, María del Sagrario Rolllán, Antonio Colinas, Emilio Rodríguez, Mercedes Marcos, Antonio Sánchez Zamarreño, José Manuel Santalla, Luis Frayle Delgado, Verónica Amat, Isabel Bernardo Fernández, Ernesto Román Orozco, Luis Garcia-Camino Burgos, Aníbal Lozano, Ricardo López Serrano e José Luis Puerto.

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sexta-feira, abril 25, 2008

Exposição «Traço:verde-oliva» a 7ª cor das nove cores do Projecto CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura, de Alice Valente*



Exposição «Traço:verde-oliva» a 7ª cor das nove cores do Projecto CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura, de Alice Valente, inaugura no próximo dia 30 de Abril no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior | Núcleo da Real Fábrica de Panos | Galeria de Exposições Temporárias (Rua Marquês d'Ávila e Bolama, na Covilhã). A exposição estará patente ao público de 30 de Abril a 29 de Junho de 2008, com o seguinte horário:
Terça-feira a Domingo: 09h30 - 12h00 | 14h30 – 18h00 (ENTRADA LIVRE)

CONVITE

30 Abril 2008
-18h30-
UBI / Museu de Lanifícios - Real Fábrica de Panos
| «Traço:verde oliva» a 7ª cor «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura»


M A I S I N F O R M A Ç Ã O
sexto-empirico.blogspot.com | alisenao.blogspot.com

P R O G R A M A Ç Ã O
alicevalente.wordpress.com

Museu dos Lanifícios
Universidade da Beira Interior
Rua Marquês d'Ávila e Bolama
6201-001 Covilhã
Tel. (+351) 275319724 / (+351) 275329257 | Fax (+351) 275319712
E-mail - muslan@ubi.pt
http://www.museu.ubi.pt

A Casa Comum das Tertúlias ao serviço da cultura e da cidadania.
Tenham um bom dia 25 de Abril. São os nossos votos.

*Informação enviada pelo Museu dos Lanifícios.

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segunda-feira, abril 07, 2008

A Porta, de Silva Amaro



"A Porta", Silva Amaro, Fundão: Ed. do Autor, 2005.
A fotografia da capa é de Diamantino Gonçalves e os desenhos de Marta Amaro.

Francisco Silva Amaro (N. Juncal do Campo, Castelo Branco, 1948 -     ) é o autor de três obras: "Poemas da Minha Rua" (1980), "À Janela da Vida" (1995) e "A Porta" (2005).

Mais:
http://www.bibliotecaspublicas.info/bdweb/poetas/cb/poetas.lasso?-database=poetas&-table=web&-response=poetas.htm&IDAutor==61&-search

http://opac.porbase.org/ipac20/ipac.jsp?session=1J07K25074589.606681&profile=porbase&uri=full=3100024@!1374187@!4&ri=1&aspect=basic&menu=search&source=192.168.0.17@!porbase&ipp=20&staffonly=&term=%22amaro%2C+silva%22&index=.GW&uindex=&aspect=basic&menu=search&ri=1

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terça-feira, novembro 13, 2007

João-Maria Nabais: poeta e pediatra


Terra de Húmus e Neblinas, poemas, capa e ilustrações de João-Maria Nabais, Edições Ceres, 2007.

O autor, médico Pediatra, é ainda pintor, ilustrador e poeta. Presença habitual das Jornadas de Estudo "Medicina na Beira Interior - da pré-história ao séc. XXI", acontecimento cultural e académico que anualmente Castelo Branco acolhe.

Este é o 16.º livro de poesia que publica desde 1992.

João-Maria Nabais será um dos convidados especiais da próxima fanzine Tertuliando, n.º 9, a sair ainda este mês.

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sexta-feira, novembro 02, 2007

Liberdade, Afectos 3, Editora Labirinto, 2006

"Liberdade" é o tema deste "Afectos 3", publicado pela Editora Labirinto. Um pequeno livrinho de poesia... poesia de bolso (porque cabe literalmente num bolso).
Vários autores colaboram na obra: Ângela Mendes Ferreira, António Queirós, António Ramos Rosa, António Salvado, Artur F. Coimbra, Carlos Vaz, Casimiro de Brito, César Taíbo, Cláudio Lima, Daniel Gonçalves, Gisela Ramos Rosa, Isabel Leonor Forte Salvado, Isabel Wolmar, João Artur Pinto, João Luís Dória, Juliana Miranda, Laura Césana, Manuela Justino, Maria Helena Delgado, Maria João Fernandes, Maria do Sameiro Barroso, Maria Teresa Dias Furtado, Mário Bruno Cruz, Pompeu Miguel Martins, Rui Lage e Victor de Oliveira Mateus.
Deixamos aqui o ISBN do livro: 978-972-8616-49-6.
Fica aqui o convite à leitura.

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quinta-feira, março 23, 2006

A poesia regressa à Casa Comum das Tertúlias

Tertúlia
A POESIA REGRESSA
À CASA COMUM DAS TERTÚLIAS
SERVIDA POR
JOÃO NERY
PARA SABOREARMOS POESIA SUA E ALHEIA
Clube de Castelo Branco
(Largo de S. João)
Castelo Branco
1 de Abril de 2006
(sábado)
21h 30m

ENTRADA LIVRE E GRATUITA
Há outro prato: a CCT serve-lhe poesia e muito mais na sua TERTULIANDO - Fanzine da Casa Comum das Tertúlias, cujo n.º 2 será distribuída nessa noite pelos tertulianos presentes.
João Nery, jovem poeta albicastrense, apresenta-nos alguma da poesia que em breve publicará em livro.
Regra nº 1 da CCT: uma tertúlia não acaba enquanto houver alguém interessado em manifestar a sua opinião.
A Casa Comum das Tertúlias, fundada a 5 de Outubro de 2001, em Castelo Branco, pugna pela dinamização cultural, por uma Cultura de qualidade, por umaDemocracia não meramente formal, por uma Cidadania activa e pelodesenvolvimento do nosso Interior.
APOIO: Clube de Castelo Branco
ORGANIZAÇÃO: Casa Comum das Tertúlias / Luís Norberto Lourenço

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